15/06/2020

EVERY

Body likes a good tan but not everybody likes a black human.

PORTUGAL, AFINAL

Também não é flor que se cheire no que respeita à violência policial.
Relembro, como exemplo recente, o caso da morte bárbara de um cidadão ucraniano às mãos de polícias do SEF.
E a bonomia do juiz ao decidir não pela prisão preventiva mas domiciliária -ao contrário de Rui Pinto- dos seus presumíveis autores: incrível, a dualidade das decisões.

07/06/2020

A SAÚDE MENTAL É FUNDAMENTAL

Andamos há milhares de anos a desprezar a saúde mental. Nunca a compreendemos verdadeiramente. Menos a tratamos consistentemente. Hoje em dia, perante passos ainda tímidos, parecia tudo mais encaminhado para a sua fundamental valorização, compreensão e tratamento adequados. Mas eis que uma pandemia chega, avisada mas desacautelada, e a saúde mental volta ao esquecimento. E ao agravamento. Acrescente-se as eternas teorias da conspiração, e agora em pleno frenesim das redes sociais -ainda pouco, ou mal, estudadas nos malefícios que causam à nossa saúde mental, em particular- as perigosas notícias falsas (fake news) que andam por aí como fungos em climas húmidos, e o potencial para ‘in/afectar’ ainda mais a saúde mental individual é abismal. Mas não esquecer que a sociedade, como um todo, também têm saúde mental. E pelo que vejo está a precisar de assistência médica urgente; antes que seja tarde!

05/06/2020

BREATH OF A LIFE

The tragic death of George Floyd is one more stain in police brutality!
I am white and have had a hard life most of my life, but most of black people have a hard life plus all the discrimination associated with their blackness -well beyond belief!
I have been shocked and ashamed of this -impossible to qualify but inhuman- behaviour in the past. I am shocked and ashamed that this behaviour still 'survives' in the present. But I truly hope this will be the turning point: -It's a crime against humanity!
All this while "nothing's new" on Trump's appalling lack of: leadership, kindness, integrity, empathy, honourability, humanity...
P.S. And the discrimination against Women, Children and the Poor!...

26/04/2020

A MINHA PRIVACIDADE NÃO É TUA

O senhor Zuckerberg, que considera que “a privacidade já não é a norma social”, seguramente tem um único e conflituoso interesse económico nela. Aliás, parece que quer ser o dono da nossa privacidade, o que é um verdadeiro case study, entre outras coisas para a investigação criminal... E é tão inimigo da privacidade quanto as ditaduras mais brutais. Mas não irei entrar em mais discussão porque nem faz sentido, nem está aberta a isso: é uma coisa PESSOAL, A MINHA PRIVACIDADE, e cada um deve decidir o que fazer com ela. Assim fosse o Facebook, público e transparente. 
E já agora, estou ansioso para ver o dia em que vais ser responsabilizado, criminalmente, pelo vírus das fake-news, que com a conivência da maior parte dos governos deste planeta se tornou a maior, e mais perigosa, epidemia permitida por um ser humano que não respeita nada nem ninguém, nem nunca foi obrigado a assumir responsabilidades. Essa é outra epidemia que deveríamos estar a erradicar sériamente antes que ela erradique todos os valores democráticos, sociais e individuais, e a tão vital imprensa livre, espoliada pelas redes sociais sem o pagamento devido, e com a benção, outra vez, dos governos -talvez porque assim podem criar a narrativa que mais lhe interessa, e sem escrutínio algum.
E pela ansiedade com que todos estamos para beijar-mo-nos, abraçar-mo-nos, conviver numa esplanada, praia, parque ou simplesmente em casa, a dita rede-social está não só sobrevalorizada, como foi criada/aperfeiçoada mais para causar dependência do que ser útil, de facto. 
A minha família, os meus amigos, e até alguns desconhecidos, são muito mais valiosos e importantes em pessoa! 
E toda a minha informação pessoal pode ser usada para o bem comum, NUNCA para enriquecer uma empresa, e os seus shareholders, de forma dissimulada e perigosa.

24/04/2020

SOS HUMANIDADE

O mundo prepara-se para uma tragédia ainda maior do que o covid-19: a fome.
Que estamos a fazer? Nada! Apenas preocupados com a economia. E a fome? Isso é coisa longínqua, quer do mundo ocidental, quer das prioridades dos bancos, quer do conhecimento/interesse dos mais ricos.
Por exemplo, Jef Bezzos. Ainda não ouvi pio dele a dizer que iria encomendar comida, com os seu 150 biliões de dólares (e a aumentar) para os humanos que estão em vias de morrer à fome... Sim, eu sei, ele não é pai deles, nem têm a responsabilidade moral de o fazer... porque esta é a dualidade humana: ver ou agir. Vemos mas não Agimos! (‘Shit happens!’) E a vida continua que é preciso consumir o que resta do planeta, e em breve, sonham alguns, outros planetas mais próximos. É triste, mas não podemos parar; a não ser que sejamos obrigados por um covid- 19, prometido mas desvalorizado.

A BATALHA DA PACIÊNCIA E DA MANHA GANHAS PELA DITADURA

Dizer que a abertura à China foi pensada, a ocidente, como uma forma de trazer mudança e democracia à China é poesia que nem o mais acérrimo utópico, ou o desnorteado sonhador seriam capazes alguma vez de imaginar. O único interesse, e foi esse que pressionou (e moldou) o poder político, foi económico: das grandes multinacionais e dos grandes investidores -em que todos saíram a ganhar menos o povo de ambos os lados (embora na aparência assim o parecesse). Isto apesar de terem tido acesso a produtos ora baratos, ora ainda mais caros -que passaram a ter maior margem de lucro- mas menos duradouros e por isso necessitando de substituição com maior frequência causando, assim, maior impacto negativo no ambiente -incomportável para a vida na terra. 
E o grande vencedor foi a irredutível China, aliás o partido comunista chinês. Venceu em todas as frentes que queria, e ainda nas que pensou teria de fazer mais e maiores concessões: propriedade intelectual, know-how de ponta, direitos humanos internos, permissão para as empresas internacionais terem acesso ao seu mercado sem restrições. Enfim, deram-lhe a cenoura, depois o bolo, a cereja, e por fim, o mundo, quase sem gastar um tostão. Aliás, com lucros inimagináveis para o partido comunista: morais, financeiros e militares; para as empresas estatais, através duma teia de empresas pseudo-privadas mas de facto controladas pelo partido e pelos militares; e por último, para o povo chinês -transplantado do campo para a cidade- mas sem nunca terem passado no crivo dos valores ocidentais face à ausência total de direitos humanos a não ser os de trabalhar, calar e vergar.
A ocidente, foram-se rendendo à vontade cada vez mais poderosa e assertiva do partido comunista e sua liderança omnipotente. E depois de se terem rendido à artimanha, passaram à fase seguinte (inevitável) de venderem  empresas estratégicas, ao desbarato, sem acautelar os interesses nacionais, sem questionar a segurança e futura dependência. E, o mais incrível ainda, confiando em quem não é de confiança, com provas dadas em todas as frentes: desde o total desrespeito pelos direitos humanos em geral, e das minorias em particular, pela ditadura de facto cada vez mais fortalecida e por isso vacinada contra qualquer valor democrático, pela corrida ao armamento e poderio militar, pelo desrespeito por normas e regras internacionais, bully de países vizinhos com quem tem disputas territoriais, falta de transparência em qualquer área ou matéria. 
Por último, a silenciosa mas metódica ‘compra’ em 'saldo' de países pobres e com fracas instituições governativas e judiciais, através de investimentos em infra-estruturas (BRI, Belt and Road Iniciative)-pagas e construídas pelos chineses, naquilo que é comumente conhecido como uma ‘win win (e win)’ situation: 1) financiam, 2) fazem o trabalho (empresas, e mão-de-obra em parte, chinesas) recebendo em pagamento o seu próprio financiamento 3) e ainda ficam com um crédito (impagável para a maioria) que lhes serve de porta dos fundos para acesso a tudo o que seja valioso (e o único motivo, de facto, para o interesse chinês) nesse país, enquanto mantém um estrangulamento vital (controle de facto) aos países que por aí se aventuraram -muitas vezes a troco de subornos a altos dirigentes e governantes sem escrúpulo.
E assim chegamos ao covid- 19 e à triste figura que todos os países considerados avant-garde -histórica e tecnologicamente-, democráticos e pseudo-exemplos de sociedades cultas e progressivas, estão a mostrar. Ah! E extremamente respeitadoras dos direitos humanos dos seus povos (com alguma questionabilidade aqui e ali), mas sem nenhum respeito pelos do povo chinês (conversa fiada não conta!), oprimido e desprezado pelos seus algozes. Aqui, falhamos estrondosamente, quer pelo nosso egoísmo pérfido, quer pela nossa maldosa falta de remorsos, e fatal falta de moral. 
E por isso, e muito mais, estamos agora a viver uma onda de populismos, com resquícios ditatoriais um pouco por todo o mundo democrático: desde os Estados Unidos, Inglaterra, Hungria, Polónia, Áustria, Itália, Filipinas, Brasil, etc...

A falta de estratégia (apesar do ocidente pensar que tinha uma) é evidente e inqualificável. A China foi a única a demonstrá-la. 
E se isto tivesse sido um jogo de xadrez já teríamos sido postos em xeque-mate há muito tempo atrás. Mas tudo se resume à falta de respeito e conhecimento de outras culturas, a ocidente -como aconteceu no Iraque, no Congo, no Vietname, no Afeganistão, no Médio Oriente, etc.- a vistas-curtas, a falta de planeamento a longo prazo e, acima de tudo, de coesão desejada pelo povo ocidental e seus líderes estadistas, não desenhada por meia dúzia de burocratas, tão arrogantes quanto ignorantes. 
E agora que chegamos, novamente, a um ponto perigoso de tensão global, polarizado, mas com poucos estadistas e líderes carismáticos que pensam apenas na sua sobrevivência política, por razões e interesses, diversos, e  no meio de uma pandemia global, como é que vamos construir pontes, remediar males internacionais, combater o aquecimento global, enfim, sobreviver como raça humana, inteligente e culta? Como?...