Se a medicina tratasse a doença como a política trata a verdade...
11/04/2020
NÃO VAI FICAR TUDO BEM NÃO
Como já era previsto, os mais fragilizados -a todos os níveis- da sociedade já estão a pagar caro por esse facto. E vão pagar ainda mais, muito mais, quase como se isso fosse agora uma tradição. É para os ricos que vai ficar tudo bem, como sempre. E para alguns desses ricos ainda vai ficar muito, mas mesmo muito melhor.
O que me alenta (ainda sou um sonhador) é que esta seja a grande lição que tanto precisavamos. E que aprendamos com ela; se à menor calamidade os pobres são sempre os mais vergastados e despojados do que já não tem, então...
O que me alenta (ainda sou um sonhador) é que esta seja a grande lição que tanto precisavamos. E que aprendamos com ela; se à menor calamidade os pobres são sempre os mais vergastados e despojados do que já não tem, então...
05/04/2020
CARTA ABERTA ÀS NOTÍCIAS
CARTA ABERTA À RTP
Há já algum tempo que ando para vos escrever. Em primeiro lugar para vos pedir, encarecidamente, que arranjam um nova música para acompanhar o Telejornal: a actual, recentemente introduzida, é tão marcial que incomoda e cria uma angústia desnecessária; provávelmente já foi causa de alguma ida ao hospital com um ataque de ansiedade (especulação minha- mas isto também não é um filme do Hitchcock). Além disso, não merecemos, muito menos por parte do canal público, tamanha falta de sensibilidade. Isto não é o tempo das trombetas a anunciar os reis ou as notícias. Já não fazia sentido antes do telejornal ser só sobre o covid- 19, como revela, agora que o Telejornal é somente o Telecovid- 19, uma completa ausência de bom senso. E bom gosto.
Obrigado. E desculpem o incómodo!
E CARTA ABERTA AOS RESTANTES CANAIS, E AINDA À RTP,
Agora em modo covid- 19 notícias todo o longo dia. Párem e pensem. Abreviem as notícias sobre covid- 19. Comunicados os dados estatísticos, a evolução dos mesmos, a título nacional e internacional, entrevistados, já, todos os especialistas e alguns governantes, pouco mais há a acrescentar.
Por exemplo, de que serve as discussão sobre se se deve ou não usar máscara. Só gera confusão! O cerne da questão em Portugal é: não há máscaras (nem outras coisas essenciais, agora e antes do agora) que cheguem para todos, não as produzimos cá, não cuidamos a tempo e horas -tivemos, pelo menos, Janeiro, Fevereiro e início de Março para o fazer. Mas, como sempre, só fazemos as coisas que temos de fazer quando não podemos fugir mais com o rabo à seringa. Deixem-nas, portanto, em paz e para o uso hospitalar.
Outro exemplo: por que razão têm de ir para dentro de um hospital filmar? Já não há caos e trabalho que chegue, e ainda estamos só no início, sem terem de andar a ser cicerones de um operador de câmera e um jornalista? Que aliás só devem atrapalhar, além de pôr em risco a saúde de toda a gente, e ser um precedente que não tem precedente: nem a familiares -excepto acompanhante de crianças infectadas- é permitida a entrada.
Outro exemplo: porque andam na rua se pedem à maior parte da população para não andar? É assim um trabalho tão essencial para travar a pandemia? Dêem o exemplo.
Outro exemplo: já vi as mesmas imagens de arquivo 3 semanas seguidas, o que demonstra o quão é evidente a desnecessidade de ‘esticar’ um elástico que já é, em si, tão frágil.
O que isto mostra é uma cacofonia própria dos galináceos, uma corrida estúpida que agora começa hilariantemente não às 20 horas em ponto mas às 19 horas e 57, 58 ou 59 minutos (porque um esperto deu o mote, e já nem me lembro quando) e que perdura, perdura, até às 21 horas e...
O tempo, agora é de arregaçar as mangas, quem têm de o fazer. De estudar e planear o futuro. De investigação científica. De solidariedade e de quarentena. E de aproveitar para mudar o percurso para o futuro. E quanto mais calmos e comedidos estivermos melhor. O confinamento, o sofrimento e a angústia já são em demasia, por favor aprendam também a lição.
04/04/2020
ALGUNS PENSAMENTOS RECENTES
26/03/2020
Os bancos, tal como as farmacêuticas, só deveriam ter autorização para colocar produtos no mercado depois de rigorosos testes para se ter a certeza que não serão nocivos para a saúde dos seres humanos, convenhamos, para a natureza em geral.
27/03/2020
Se os bancos, os empresários, os políticos e o povo, se comportassem como a natureza, naturalmente teríamos uma sociedade mais equilibrada, e por consequência mais justa e feliz. (tradução natureza/português da dicotomia em comparação: Quando o predador come mais do que deveria, depois têm de fazer dieta. Quer queira quer não!)
3/04/2020
Doping, start-ups inflacionadas, bancos, influenciadores/corruptores, redes anti-sociais, religiões comerciais, photoshops, estereótipos, bi/mi/trilionários, pesticidas e playboys... tudo o que a humanidade, e sua longevidade, não precisa, mesmo!
P.S. Pergunto-me porque é que custa tanto à UE, que gosta tanto de regulamentar (quase) tudo -até os frutos e vegetais menos atraentes, ou pequenotes (quererão criar uma raça ariana para o mundo frutícolo/vegetal?)- mas nada, mesmo nada por incrível que pareça, a proibir o uso de micro-plásticos... Etc.
4/04/2020
Tanto como sanitizar a sociedade, precisamos de a re-humanizar. Chegou a grande oportunidade, não só para mudar o discurso, como, mais importante, mudar o percurso.
...
Se os peixes predadores se comportassem como os pescadores que pescam em excesso...
Se os animais selvagens nos começassem a caçar para resolver problemas de erecção...
Se as árvores deixassem de produzir oxigénio e começassem a libertar CO2...
Se os oceanos começassem a construir muros nas praias...
Se as pessoas dóceis deixassem de ver televisão, youtubes e comprar online...
Se as pessoas bonitas deixassem de ser feias...
Oh! como é bonito o som dos pássaros, o cheiro da erva a crescer, o borbulhar da água a correr pelos campos, o sorriso benigno de um vizinho; como é maravilhoso ver tão poucos carros a circular e aviões a voar;
Talvez ainda seja promissor sonhar o futuro...
Os bancos, tal como as farmacêuticas, só deveriam ter autorização para colocar produtos no mercado depois de rigorosos testes para se ter a certeza que não serão nocivos para a saúde dos seres humanos, convenhamos, para a natureza em geral.
27/03/2020
Se os bancos, os empresários, os políticos e o povo, se comportassem como a natureza, naturalmente teríamos uma sociedade mais equilibrada, e por consequência mais justa e feliz. (tradução natureza/português da dicotomia em comparação: Quando o predador come mais do que deveria, depois têm de fazer dieta. Quer queira quer não!)
3/04/2020
Doping, start-ups inflacionadas, bancos, influenciadores/corruptores, redes anti-sociais, religiões comerciais, photoshops, estereótipos, bi/mi/trilionários, pesticidas e playboys... tudo o que a humanidade, e sua longevidade, não precisa, mesmo!
P.S. Pergunto-me porque é que custa tanto à UE, que gosta tanto de regulamentar (quase) tudo -até os frutos e vegetais menos atraentes, ou pequenotes (quererão criar uma raça ariana para o mundo frutícolo/vegetal?)- mas nada, mesmo nada por incrível que pareça, a proibir o uso de micro-plásticos... Etc.
4/04/2020
Tanto como sanitizar a sociedade, precisamos de a re-humanizar. Chegou a grande oportunidade, não só para mudar o discurso, como, mais importante, mudar o percurso.
...
Se os peixes predadores se comportassem como os pescadores que pescam em excesso...
Se os animais selvagens nos começassem a caçar para resolver problemas de erecção...
Se as árvores deixassem de produzir oxigénio e começassem a libertar CO2...
Se os oceanos começassem a construir muros nas praias...
Se as pessoas dóceis deixassem de ver televisão, youtubes e comprar online...
Se as pessoas bonitas deixassem de ser feias...
Oh! como é bonito o som dos pássaros, o cheiro da erva a crescer, o borbulhar da água a correr pelos campos, o sorriso benigno de um vizinho; como é maravilhoso ver tão poucos carros a circular e aviões a voar;
Talvez ainda seja promissor sonhar o futuro...
26/03/2020
COVID 19
Obrigado, covid-19,
Por teres afastado todos de mim.
Gosto de viver isolado,
Não ter contacto humano,
De desaparecer no ‘smartphone’
Para estar online ininterruptamente.
Obrigado por confirmares
A certeza de que, como sempre,
Amo a minha família e os meus amigos,
E que tenho falta dos seus abraços,
Dos seus beijos e do seu mau humor.
Obrigado por me ajudares a perceber
Que andar de avião para todo o lado,
E só porque é barato, também pode ser
Controlado sem dificuldade: ir de um país
A outro para nos emborracharmos?
Obrigado por me ajudares
A passar mais tempo com os meu filhos,
Que raramente me viam,
E assim cresciam tão estranhamente.
Obrigado por me confirmares
O quão dependentes da China estamos,
E como uma ditadura, financiada por democracias,
Investe na militarização, oprime o seu povo,
Em especial as minorias, e nós, cabisbaixos,
Parecemos cada vez mais resignados
A essa realidade 'big brother', que em breve
Será a nossa realidade senão reagirmos...
Obrigado, talvez porque irás dar uma
Ajudinha a livrarmo-nos de alguns
Lideres indignos, imorais e tão
Perigosos como o Hitler,
Mesmo que eleitos democraticamente
Também obrigado por mostrares à Europa
Como andam a dormir os seus líderes,
Entretidos em conversa de cacaracá
Enquanto algumas multinacionais
Conseguem pagar menos impostos
Do que a maioria do seus nativos;
Ou enquanto refugiados são desprezados;
Ou enquanto o seu próprio povo
Se radicaliza, se nacionaliza e envelhece;
Ou enquanto somos manipulados,
Outros pagos, pela Rússia;
Ou enquanto nos desmoronamos
Mas teimamos em seguir os protocolos,
E marchar ao ritmo do cinismo,
Da regra rígida e pérfida, enquanto
O comboio do progresso já passou
Por nós há algum tempo atrás, e nós
Já só somos uma relíquia encarquilhada,
E entalada por uns poucos dos últimos
Aderentes, de que pouco acautelamos.
Obrigado por nos permitires,
Uma vez mais e depois de salvarmos
Os bancos, ter de salvar os empresários;
Uns sem dinheiro nos bolsos,
Outros com muito dinheiro ‘offshore’,
E que pedem ajuda em simultâneo.
Obrigado por mostrares como os governantes
Brincam com coisas sérias, para depois
Se comportarem como generais,
Mandando a infantaria -médicos, enfermeiros
Polícias e bombeiros-
Salvarem o povo, mesmo sem terem o
Material, as camas, os hospitais
(pelo menos irão ter estádios)
Enfim as condições que há tantos anos pedem,
E depois nos brindam com uma lista
Do material que não falta, não faltou...
Obrigado por mostrares como os velhos,
(como os fracos, os sem abrigo ou os pobres)
São os primeiros a tombar,
Depois de uma vida a contribuir
Para um sistema que já não
Consegue retribuir, sequer, com amor,
Senão, por vezes, com uma decisão
Pragmática.
Pragmática.
Obrigado pela lição, mesmo
Que seja a mais cara de sempre.
P.S. também não se esqueçam de fazer um like no Facebook.
15/03/2020
OS REFUGIADOS ÀS PORTAS DA EUROPA...
Quase como se estivessem às portas do inferno, de onde fugiram, outra vez!
Só posso afirmar que estou amargurado por viver numa europa cada vez mais egoísta, atabalhoada em assuntos que não sabe, por falta de estadistas e visionários, por onde lhe pegar, e em claro e disfuncional desmoronamento. Que há forças externas que têm interesse nisso não há dúvida alguma; que as há internamente também não. E assim seguimos, episódio atrás de episódio, um drama mal escrito, e intrepretado por actores amadores mas vaidosos. O mundo clama por liderança, por inteligência, por paz, e nós, aqui numa europa com tudo para ser um exemplo, a assistir impávidos e serenos ao acto final de uma tragicomédia quando poderia ser um momento de gloriosa mudança para um mundo melhor.
Como sempre ‘it’s the economy stupid!’ mas:
Não haverá, nunca, crescimento económico que o mereça;
Não haverá, nunca, empresa e empresário que o mereçam;
Não haverá, nunca, ditadura que o mereça -facto bem comprovado- e que se torne democracia e mais respeitadora dos direitos humanos;
Não haverá, nunca, uma sociedade justa e igual;
E não acabará, nunca, o despedício e a fome.
E ver, na Grécia, a europa a sucumbir à sua imbecilidade, e a tratar os refugiados como uma criança de 4 anos que, naturalmente, não gosta, ainda, de partilhar os seus brinquedos, é muito triste e aterrador: se eles não puderem contar com o apoio da europa o que é que lhes resta?
Muito mais triste do que ver os lideres europeus do pós-brexit a continuar a falar em inglês para a imprensa, e para inglês ver, presumo.
Vamos acabar por passar o resto das nossas vidas a pagar para os bancos não irem à falência sem nunca sermos donos deles, e a contribuir para a manutenção da economia quando ela está em crise mas sem que ela partilhe com a sociedade quando dá lucros avultados, que obviamente serão só partilhados com os patrões e investidores. E ainda lhes continuamos a proporcionar off-shores para esconderem as ‘maldades’ inocentes, infinitamente.
Por último, o mundo acorda para o corona vírus, e parece que não sabe como aqui chegou, muito menos como vai sair daqui, e se vai tudo voltar a ser como dantes. A História dá-nos lições, impares e gratuitas (mesmo as que custaram muito dinheiro e muitas vidas humanas!) e só não as aprendemos porque não queremos (também porque há quem não queira que aprendamos, é verdade, e as tentem manter no baú do esquecimento).
Só posso afirmar que estou amargurado por viver numa europa cada vez mais egoísta, atabalhoada em assuntos que não sabe, por falta de estadistas e visionários, por onde lhe pegar, e em claro e disfuncional desmoronamento. Que há forças externas que têm interesse nisso não há dúvida alguma; que as há internamente também não. E assim seguimos, episódio atrás de episódio, um drama mal escrito, e intrepretado por actores amadores mas vaidosos. O mundo clama por liderança, por inteligência, por paz, e nós, aqui numa europa com tudo para ser um exemplo, a assistir impávidos e serenos ao acto final de uma tragicomédia quando poderia ser um momento de gloriosa mudança para um mundo melhor.
Como sempre ‘it’s the economy stupid!’ mas:
Não haverá, nunca, crescimento económico que o mereça;
Não haverá, nunca, empresa e empresário que o mereçam;
Não haverá, nunca, ditadura que o mereça -facto bem comprovado- e que se torne democracia e mais respeitadora dos direitos humanos;
Não haverá, nunca, uma sociedade justa e igual;
E não acabará, nunca, o despedício e a fome.
E ver, na Grécia, a europa a sucumbir à sua imbecilidade, e a tratar os refugiados como uma criança de 4 anos que, naturalmente, não gosta, ainda, de partilhar os seus brinquedos, é muito triste e aterrador: se eles não puderem contar com o apoio da europa o que é que lhes resta?
Muito mais triste do que ver os lideres europeus do pós-brexit a continuar a falar em inglês para a imprensa, e para inglês ver, presumo.
Vamos acabar por passar o resto das nossas vidas a pagar para os bancos não irem à falência sem nunca sermos donos deles, e a contribuir para a manutenção da economia quando ela está em crise mas sem que ela partilhe com a sociedade quando dá lucros avultados, que obviamente serão só partilhados com os patrões e investidores. E ainda lhes continuamos a proporcionar off-shores para esconderem as ‘maldades’ inocentes, infinitamente.
Por último, o mundo acorda para o corona vírus, e parece que não sabe como aqui chegou, muito menos como vai sair daqui, e se vai tudo voltar a ser como dantes. A História dá-nos lições, impares e gratuitas (mesmo as que custaram muito dinheiro e muitas vidas humanas!) e só não as aprendemos porque não queremos (também porque há quem não queira que aprendamos, é verdade, e as tentem manter no baú do esquecimento).
03/03/2020
INDIA’S POOR RECORD
In police brutality, and humanity by the way, is appalling and shocking. The recent police brutality against Indian muslims is, again, showing that it is brutality as usual, and without a hint of shame: from the police and from the government. Unfortunately, this pattern is well established around the world.
I just want, after so many years without writing in my blog, to say that I AM ASHAMED of the status of world affairs, injustice, poverty, pollution and so on. I am without words to describe how sad and ashamed I am. This state of affairs can’t go on!
I just want, after so many years without writing in my blog, to say that I AM ASHAMED of the status of world affairs, injustice, poverty, pollution and so on. I am without words to describe how sad and ashamed I am. This state of affairs can’t go on!
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