A passarada anda toda animada com a chegada da primavera, e das primeiras flores, enquanto as árvores se enchem de folhas de um verde majestoso -ora em tons mais claros, ora mais escuros.
A natureza é sublime, e depois da estação mais fria e chuvosa, que nos traz tanta desolação visual: árvores despidas de folhas; campos sem flores; menos vegetais na horta: anuncia a sua bondosa alegria a todos os que a querem ouvir, ver, cheirar e provar.
Os dias mais longos, o sol mais quente e feliz, os luares sem nuvens, e as flores que se começam a pintar nas suas cores favoritas. Oh, terra querida, como são bonitas as tuas progênitas!
A erva boa, que perdura, e alimenta, o ano todo, começa a crescer mais depressa e viçosa por ter mais luz e calor. E a erva daninha, que incomoda muita gente porque compete com os vegetais e outros tais, torna-se ainda mais teimosa, e cresce mais rápido do que tudo o resto que brota da terra: como se tivesse mais direitos e mais utilidade pública.
Tudo isto ocorre enquanto a humanidade atravessa uma das suas piores crises existenciais -graças à conjugação de várias lideranças que nos são extremamente prejudiciais - não há como nega-lo! Tão pouco doura-lo!
De um lado estão homens maus, do outro estão mulheres mães. Uns destroem vidas a seu bel-prazer; elas geram vidas, a custo mas com gosto; eles não acreditam em nada mas na sua sabedoria; elas acreditam, ainda, na humanidade -dores de parto, dores de mãe!
2026-04-13 R.X.
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