22/05/2024

ERA UMA VEZ UM TROLHA

Comportamentos machistas, piadas grosseiras e piropos abusivos, faziam parte do dia-a-dia de alguns dos meus amigos trolhas, quando fui trolha entre 1983 e 1986. Na altura isso deixava-me envergonhado, revoltado, até me escondia por detrás das paredes inacabadas. Mas em 2024 os trolhas são muito mais bem educados. Mais bem educados que alguns deputados.

P.S. ainda não é permitida a liberdade de expressão nas galerias do Parlamento, e os visitantes que ousam expressar-se são retirados a bem ou a mal, podendo incorrer em processos judiciais... Dúvidas?

20/05/2024

THE ROYALS

The only thing keeping the royals busy it’s charity! If there weren’t people in need they would have been outdated, and gone, long ago.

The same with philanthropy, if it wasn’t for charity they would have a lot of explaining to do. Perhaps paying a bit more taxes too.

 

Anyway, like earth’s natural resources can’t keep up with demand, so society can’t keep up with inequality, injustice and especially with consumerism to keep afloat a business model that has been so deadly for nature and humanity, but for the lobby powers it can command. Business as usual should be declared a crime against humanity.

PÁRE, ESCUTE MAS NÃO OIÇA

Traição à pátria, turcos preguiçosos, um presidente da assembleia da república que não distingue liberdade de expressão de respeito, e outras pedras preciosas que enchem os nossos sapatos, mas sem qualquer valor pecuniário. Só mesmo mau andar, doloroso mesmo.

17/05/2024

A MÉDIA DO TUDO

A palavra mais perversa, usada para tudo, é a ‘média’. A sua aplicação traz problemas a todos os humanos, em especial aqueles que nasceram emocionalmente sensíveis e não têm culpa nenhuma disso, ainda por cima não é algo que se possa, ou deva, mudar.

 

Dizer que a média poluição por ser humano é x; quando metade das pessoas polui 30 vezes mais, e a outra metade polui 30 vezes menos, é, obviamente, errado. 

Também poderia acrescentar mais três razões: 1) os que poluem mais deviam poluir menos; 2) os que poluem menos deveriam ter benefícios para continuar a poluir menos; 3) as consequências nefastas afetam muito mais os que poluem menos.

 

Dizer que a média alimentação por ser humano é x; quando metade das pessoas come 5 vezes mais, e a outra metade come 4 vezes menos, é, obviamente, errado. 

Também poderia acrescentar mais três razões: 1) os que comem mais deviam comer menos; 2) os que comem menos deveriam comer o suficiente para ter uma vida saudável; 3) as consequências nefastas afetam ambos.

24/04/2024

POR ONDE ANDAM AS VIRTUDES?

O que nos induz a fazer, constantemente, bem quando outros mal se esforçam por fazer... mal?

Não é preciso conjurar os deuses quando basta a nossa vontade para que tudo seja bem feito... ou o mais próximo dessa necessidade; nunca longe, nunca muito longe.

Esta predisposição é tão benéfica, quer em saúde mental, quer em poupanças monetárias, quer em conforto, quer em durabilidade, quer em qualidade. Mas a vaidade -ai! essa parva!- hipnotiza-nos, e lá sucumbimos ao seu pesado contrato que faz dum estupor doutor, assim por mágicos passos de indumentária e ultra-higiene.

As virtudes andam por ai, de manhã cedo até tarde à noitinha, invisíveis para quem anda com pressa ou mal humorado, mas contam-se pelos dedos, que são menos do que os ‘likes’.

11/04/2024

A LINGUAGEM CORPORAL, A VERBAL E A ESCRITA

Luis Montenegro, o nosso 1º Ministro, tem um andar gingão, vaidoso, de quem acabou de ser coroado rei aqui da terra. Dei-lhe o benefício da dúvida, e vou esperar mais um pouco. Mas a vaidade, senhor 1º Ministro, é algo para as passerelles não para a governação.

Passos Coelho tem dito coisas que mais valia continuar desaparecido e calado. Enfim, também tem todo o direito a dar tiros nos pés.


O outro, aquele que afirma ‘Eles falham há 50 anos, dêem-me um oportunidade’, presumo que quererá, pela traquinice da nossa língua, também falhar durante 50 anos. Mas a longevidade política tem que se lhe diga, digo eu.

11/03/2024

ACABEI DE SAIR DA MISSA!

Poderia ser uma admissão de mea culpa, de alguém que se tinha acabado de confessar. Mas não. É uma afirmação da mesma pessoa que horas mais tarde diria que “um milhão de portugueses votaram em mim”. Pois é com uma profunda tristeza, mágoa mesmo, que constato que um milhão de votantes se identificam com o xenofobismo, com a mentira descarada, com o vazio, com o revanchismo e com o passado salazarista bacoco mas maldoso.

Hoje, no dia a seguir às eleições, só anseio que os partidos mais (con)centrados demonstrem que os valores que realmente os guiam sejam bem maiores e dignos de um país verdadeiramente democrático.